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Destino
Abel Jeannière
O caráter como daimon
Discute-se a tradução da palavra ethos por caráter ou por morada, aceitando-se a tradução clássica.
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A tradução clássica é preferida à de Heidegger, que traduz ethos por morada, apesar de essa palavra poder ter esse sentido em Homero, Hesíodo e Heródoto.
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Heidegger apoia-se numa anedota relatada por Aristóteles, onde Heráclito, simplesmente ocupado a se aquecer no forno de um padeiro, acolhe estrangeiros que se espantam com sua atitude familiar com estas palavras: aqui também os deuses estão presentes.
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Heidegger chega a extrair do fragmento o sentido de que a morada (onde o homem está na costumeira) é para ele um domínio aberto à presença do deus (do inaudito).
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Não é impossível que Heráclito tenha jogado com a ambiguidade da palavra ethos, mas o que é então visado, ao mesmo tempo que o sentido primeiro desenvolvido, é a identificação da morada humana ao logos, como lei do mundo ao mesmo tempo que lei moral.
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O ethos é daimon, e não somente aberto ao daimon.
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