autores:brehier:socrates
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| + | ===== Sócrates ===== | ||
| + | //HISTOIRE DE LA PHILOSOPHIE, | ||
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| + | * Século IV a.C. como período de apogeu da filosofia grega, centrado em Atenas, caracterizado por afirmação da razão como guia universal e pela fundação das primeiras instituições filosóficas, | ||
| + | * Desenvolvimento paralelo e extraordinário das ciências matemáticas e da astronomia. | ||
| + | * Existência, | ||
| + | * Figura histórica de Sócrates, executado em 399 a.C., condenado por impiedade e corrupção da juventude, apresentando-se como problema historiográfico complexo devido à ausência de escritos diretos e à multiplicidade de tradições interpretativas contraditórias. | ||
| + | * Diversidade de retratos socráticos, | ||
| + | * Concordância entre as fontes sobre a originalidade e estranheza do personagem: origem humilde, aparência vulgar, hábitos ascéticos, temperamento robusto e domínio de si, constituindo um novo tipo de sábio, modelo de uma sabedoria pessoal e cívica, distante da política ativa mas obediente às leis. | ||
| + | * Método socrático como rejeição fundamental da forma agonística (competitiva) do discurso e do ensino característicos de sua época. | ||
| + | * Recusa em propor doutrinas ou teses a serem julgadas, visando antes tornar cada indivíduo seu próprio juiz. | ||
| + | * Prática do exame (// | ||
| + | * Consequência filosófica: | ||
| + | * Psicologia e caráter pessoal de Sócrates, marcados por uma paixão violenta e por uma luta contínua pela autodominação, | ||
| + | * Testemunho de Aristóxeno sobre o temperamento colérico e a terrível fealdade de Sócrates em fúria, contrastando com sua habitual persuasão. | ||
| + | * Força interior percebida como missão divina, legitimada pelo oráculo de Delfos a Querefonte e pela voz do // | ||
| + | * Caráter religioso que confere fé e confiança, mas que não se traduz em doutrina escatológica ou adesão a sistemas como o orfismo. | ||
| + | * Conteúdo e finalidade do ensino socrático, objeto de divergência interpretativa. | ||
| + | * Interpretação de Aristóteles: | ||
| + | * Crítica a essa interpretação: | ||
| + | * Ensino como exame dos homens, não dos conceitos, visando a conhece-te a ti mesmo, utilizando a ironia para revelar a ignorância disfarçada de saber. | ||
| + | * Doutrina implícita: ninguém é mau voluntariamente; | ||
| + | * Efeito transformador e terapêutico do método socrático, descrito como arte maiêutica. | ||
| + | * Contato com Sócrates comparado ao choque da torpedo, paralisante e desconcertante, | ||
| + | * Processo que destrói a falsa tranquilidade (// | ||
| + | * Maiêutica como arte de extrair das almas o bem cujos germes já nelas existem, sem pretensão de introduzir conteúdo exterior. | ||
| + | * Alcance e limites da crítica socrática. | ||
| + | * Amplitude temática de seus diálogos, abrangendo estética, política, religião e técnicas, utilizando qualquer assunto como ocasião para examinar os homens. | ||
| + | * Natureza da crítica: não dirigida contra leis, instituições ou usos religiosos da cidade, mas contra os indivíduos e suas pretensões à excelência (// | ||
| + | * Paradoxo político: conservador em suas ideias (defensor da obediência à lei), mas radicalmente livre e subversivo em sua prática de exame público dos cidadãos. | ||
| + | * Conflito com o poder: censurado pela tirania de Crítias e condenado à morte pela democracia restaurada, evidenciando que sua liberdade de exame era intolerável para qualquer regime. | ||
