autores:matinee-platao-plotino
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| + | ===== Matinée : Platão e Plotino ===== | ||
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| + | * Questão da Filiação Intelectual: | ||
| + | * Premissa natural: para avaliar as escolas que se reclamam de Platão, em particular o neoplatonismo alexandrino, | ||
| + | * Enquanto a crítica filosófica não oferece uma explicação completa da teoria das Ideias, é pertinente examinar os fundamentos dessa pretensa filiação intelectual que exerceu grande influência histórica. | ||
| + | * Tradicionalmente, | ||
| + | * Reconhece-se nos alexandrinos as aspirações platônicas e o amor pelo inteligível. No entanto, a intenção de ser platônico não basta; é necessário sê-lo de fato. | ||
| + | * Platão é um gênio que realiza sua obra de modo único e completo, marcando-a com um selo indelével. Sua obra não " | ||
| + | * Coloca-se sob reserva crítica o processo histórico que faz da Escola de Alexandria uma segunda hipóstase do platonismo, exigindo-se provas concretas dessa continuidade. | ||
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| + | * O Papel de Porphyrio e a Exposição do Sistema Plotiniano | ||
| + | * Plotino teve a fortuna de encontrar um discípulo como Porphyrio, que organizou seus ensinamentos com devoção, respeito e admiração. | ||
| + | * Contraste com Aristóteles em relação a Platão: Aristóteles não demonstrou o mesmo respeito misturado com deferência e simpatia que Platão teve por Parmênides, | ||
| + | * As objeções de Aristóteles à teoria das Ideias, embora importantes, | ||
| + | * As // | ||
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| + | * Método ou Doutrina? A Gênese do Sistema Plotiniano | ||
| + | * Os historiadores costumam começar pela exposição do método de Plotino, seguindo regras lógicas. | ||
| + | * Contudo, em Plotino, não é a doutrina que é produto do método, mas o inverso: a possível " | ||
| + | * Tudo em Plotino deriva da teoria das hipóstases, | ||
| + | * Esta proposção, | ||
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| + | * Psicologia Plotiniana: Análise Subtil e Distorções Sistêmicas | ||
| + | * O verdadeiro mérito da Escola de Alexandria e seu serviço mais incontestável à filosofia é o progresso notável que promoveu na psicologia, na ciência da alma bem observada. | ||
| + | * Os alexandrinos são analistas sutis; veem com precisão quando não são cegados pelo espírito de sistema. | ||
| + | * Contribuições originais e perspicazes de Plotino sobre: presença da alma ao corpo, os sentidos e seus órgãos, a razão e o raciocínio, | ||
| + | * Paradoxo: como explicar, então, os estranhos erros da mesma doutrina sobre a consciência, | ||
| + | * Resposta: essas distorções são solicitadas pelas exigências de um sistema preconcebido. Era necessário conduzir a alma, despojada de toda forma, privada de toda memória e de todo sentimento de si mesma, até o êxtase e a identificação com o Princípio superior. | ||
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| + | * A Consciência e o " | ||
| + | * Ao coordenar as numerosas faculdades que Plotino enumera, seguindo a tripartição (corpo, animal, alma propriamente dita) e subdivisões, | ||
| + | * O tradutor das // | ||
| + | * Outros localizam a consciência na inteligência (//nous//), citando a fórmula "vê que vê" (//katora oti katora//). Contudo, Plotino distingue o que é " | ||
| + | * Anomalia: uma faculdade que é apenas " | ||
| + | * A dificuldade se complica porque a alma, em Plotino, representa o uno e múltiplo, característica que explicaria perfeitamente o papel da consciência. O princípio peripatético da identidade do sujeito e do objeto não pode ser transposto para a psicologia sem restrições. | ||
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| + | * A Dualidade da Alma e a Perda da Consciência de Si | ||
| + | * Há, nas // | ||
| + | * Uma alma, como a do //Timeu//, é uma planta do céu fixa no solo sagrado. | ||
| + | * A outra mergulha suas raízes nas entranhas da matéria. | ||
| + | * A alma sofre a lei que domina todo o sistema neoplatônico: | ||
| + | * "Toda alma tem uma parte inferior voltada para o corpo e uma parte superior voltada para a inteligência divina" | ||
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| + | * Ruptura com a Anamnese Platônica | ||
| + | * A conservação do termo " | ||
| + | * Em Platão (// | ||
| + | * Em Plotino: o mito e, sobretudo, o dogma filosófico são diferentes. Algumas almas, por um desejo inexplicável, | ||
| + | * A verdadeira consciência em Plotino não é o sentido interno ou a razão discursiva. É aquela em que a alma se reconhece tal como foi, tal como deve ser. "Outra coisa é a individualidade, | ||
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| + | * A Contemplação como Fim Supremo e a Supressão da Consciência Ativa | ||
| + | * Consequência lógica: a atividade do homem não está em razão direta da consciência e da reflexão. Os atos mais enérgicos e a vida perfeita não têm ressonância na consciência. | ||
| + | * Princípio mais geral: o verdadeiro fim da alma não é a atividade prática ou a virtude prática, mas a virtude especulativa, | ||
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| + | * As Ideias/ | ||
| + | * O testemunho supremo da consciência: | ||
| + | * Para Plotino, explicar a relação da inteligência com os inteligíveis é fácil: são da mesma origem e natureza; a inteligência os porta em si; mais ainda, é os próprios inteligíveis; | ||
| + | * Contudo, trata-se de um fato misterioso que a observação apresenta de modo complexo: as ideias são ao mesmo tempo pessoais e impessoais; estão presentes desde o início, atuando como condição do conhecimento, | ||
| + | * A observação mostra tantas razões para separar a alma dos inteligíveis (sua necessidade, | ||
| + | * O acordo entre experiência e intuição na alma é a relação do finito com o infinito. Pode-se descrevê-lo, | ||
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| + | * A Teoria do Belo e a Ascensão ao Bem e ao Uno | ||
| + | * A teoria do belo em Plotino deve muito a Platão (// | ||
| + | * Originalidade plotiniana: descrições entusiásticas e expressões ardentes para pintar o que a razão não pode conceber. A alma, ao contemplar a beleza, é inundada por sua luz, penetrada por sua substância, | ||
| + | * Contudo, em Platão, a contemplação não ultrapassa os inteligíveis, | ||
| + | * Plotino não se detém aí. Por quê? Porque todos os graus do ser devem ser atingidos pela alma. Acima da inteligência suprema (una) está o Uno mesmo, o Inefável, o Primeiro, o Bem. É o estágio onde a alma, antes " | ||
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| + | * A Manipulação dos Gêneros Supremos e a Confusão com o Um Eleata | ||
| + | * Que faz Plotino com os cinco gêneros supremos do //Sofista// (Ser, Repouso, Movimento, Identidade, Diferença)? | ||
| + | * A crítica contemporânea traduz: no absoluto, "um é múltiplo, múltiplo são um, e consequentemente os contrários coincidem" | ||
| + | * Profundo mistério – se lembrarmos que as ideias de Platão não são pensamentos, | ||
| + | * Conclusão crítica: "Oh! que Platão tinha razão, quando chamava Parmênide de *redutível*! Quão fácil é tomar o *nada do ser* pelo *próprio ser*!" | ||
| + | * A ascensão final ao Uno que "não é nada" é comparada à pomba imprudente de Kant, que acredita voar com mais facilidade acima do ar. Para os alexandrinos, | ||
