autores:pessoa:critica-da-teoria-de-platao
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| Both sides previous revisionPrevious revision | |||
| autores:pessoa:critica-da-teoria-de-platao [06/01/2026 08:45] – removed - external edit (Unknown date) 127.0.0.1 | autores:pessoa:critica-da-teoria-de-platao [06/01/2026 08:45] (current) – ↷ Page moved and renamed from autores:pessoa-critica-da-teoria-de-platao to autores:pessoa:critica-da-teoria-de-platao mccastro | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== Crítica da Teoria de Platão ====== | ||
| + | |||
| + | Erra Platão quando diz que só a Beleza é Bela, que só a Brancura é verdadeiramente branca. Pois ser belo significa «participar na Beleza» e ser branco significa «participar na brancura», possuir a brancura nalgum grau. Mas a Beleza não possui Beleza, nem a Brancura possui o branco. | ||
| + | |||
| + | Quando, vendo que o infinito contém todos os números, dizemos que ele é o único número verdadeiro, estamos a cometer o mesmo erro de Platão, pois que, sendo de uma natureza completamente diferente, o infinito não é nenhum número. | ||
| + | |||
| + | Vê-se facilmente a origem deste erro, quando consideramos as séries. Elas tentam-nos a dizer que o infinito é superior a qualquer número. Eis aqui o erro de Platão. O infinito não é nem superior nem inferior a qualquer número, porque superioridade e inferioridade dependem do número, do grau. | ||
| + | |||
| + | Mas nem sequer é o Infinito diferente do número. Pois o princípio da diferença é o grau; o grau é numérico: o infinito não é um número. | ||
| + | |||
| + | ---- | ||
| + | |||
| + | As ideias abstratas são apenas elementos de que uma individualidade com um sistema nervoso superior carece para poder viver. Erigir essas ideias em coisas (como faz Platão) é transformar um elemento pragmático em uma entidade concreta. | ||
| + | |||
| + | A categoria das ideias abstratas pertencem as noções matemáticas e a ciência matemática portanto. (Platão caiu no erro em que cairia um matemático que, após servir-se de um x e de um y para a solução de um problema prático, erigisse esses sinais úteis mas irreais em coisas, só porque tinham representado sem erro o seu papel pragmático de lhe servirem para um fim determinado.) A matemática é então «falsa»? Não é nem falsa nem verdadeira. E simplesmente útil. Porque é útil é verdadeira em relação àquilo para que serve. A matemática é a ciência das coisas consideradas apenas numericamente. As coisas podem, com efeito, ser consideradas numericamente, | ||
