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| + | ====== Deus não é uma ficção inspirada pelo medo ====== | ||
| + | //CRAGG, Gerald R. (ORG.). The Cambridge Platonists. Repr ed. Lanham: Univ. Pr. of America, 1968.// | ||
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| + | * Refutação sistemática da tese ateísta que localiza a origem da religião na tríade composta pelo medo ante a fortuna, pela ignorância das causas naturais e pela ficção política dos legisladores, | ||
| + | * Diferenciação ontológica entre o temor religioso legítimo, que consiste em um olhar respeitoso e solene para com a justiça essencial da divindade, e o medo servil do ímpio, evidenciando que a verdadeira piedade liberta o indivíduo da ansiedade pelos eventos futuros ao localizar o bem supremo no uso correto da vontade, ao passo que a política baseada na desconfiança mútua escraviza o sujeito às paixões de prazer e dor sob o império da fortuna. | ||
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| + | * Denúncia da distorção da natureza divina operada por mentes viciadas que transformam o conceito de Deus em um espectro aterrorizante ou tirano arbitrário, | ||
| + | * Rejeição da noção de inveja divina através da autoridade de Platão e Plutarch, demonstrando que a vontade divina visa a conformação do cosmos à melhor forma possível e que o abassemento do orgulho humano não constitui despeito metafísico, | ||
| + | * Impugnação do postulado de que o direito de governar da divindade derive puramente de sua // | ||
| + | * Crítica à premissa de que toda benevolência e caridade derivam da indigência e do temor, defendendo que a perfeição de Deus, embora independente de necessidades, | ||
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| + | * Caracterização do ateísmo como uma forma de desconfiança pesada e desoladora que mergulha o homem em uma ansiedade sem fim ao negar a existência de uma inteligência regente e de uma vida futura onde a justiça seja plenamente realizada, transformando a existência em uma busca insaciável por gratificações momentâneas em um vaso perfurado que nunca se preenche. | ||
| + | * Definição da fé como a substância das coisas esperadas e evidência do invisível, funcionando como um princípio de antecipação e vaticinação que permite à alma cleavar-se ao mais amável dos seres, estabelecendo que o interesse de que não haja um Deus pertence apenas àqueles que abandonaram a própria retidão e tornaram-se inimigos da justiça universal. | ||
