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| + | ====== Deus é incompreensível e eterno ====== | ||
| + | //CRAGG, Gerald R. (ORG.). The Cambridge Platonists. Repr ed. Lanham: Univ. Pr. of America, 1968.// | ||
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| + | * Distinção rigorosa entre os conceitos de incompreensibilidade e inconcebibilidade como estratégia de neutralização das premissas ateístas, sustentando que a incapacidade da mente finita em abarcar a totalidade de um objeto absoluto não invalida a legitimidade da ideia de uma perfeição suprema nem a reduz à categoria de não-entidade. | ||
| + | * Reconhecimento da incompreensibilidade como característica intrínseca de qualquer substância real, incluindo a matéria corpórea, o tempo e o movimento, cujas entranhas metafísicas apresentam enigmas que superam o domínio intelectivo total, situando o ser humano como apreendedor parcial da verdade em vez de seu compreendedor absoluto. | ||
| + | * Descrição do entendimento e da razão como mundo nocional ou globo cristalino capaz de refletir imagens e representações de tudo o que integra a esfera do ser, operando através de uma congruência interna que permite a apreensão de realidades proporcionais à medida humana, sem exigir a exaustão da infinitude divina. | ||
| + | * Analogia entre a percepção da divindade e a contemplação de uma montanha incomensurável, | ||
| + | * Paradoxo da cognoscibilidade divina fundamentado na plenitude do ser e na transcendência de sua luminosidade, | ||
| + | * Utilização da metáfora solar para explicar como o excesso de esplendor pode causar um efeito de obscuridade e cegueira em mentes limitadas, convertendo a incompreensão não em prova de vácuo ontológico, | ||
| + | * Identificação de paixões naturais como a veneração devota, a adoração e o **horror aprazível** como indícios silenciosos de um objeto infinito que preenche e transborda os limites do pensamento humano, assemelhando a alma a um vaso estreito mergulhado na vastidão do oceano divino. | ||
| + | * Proposição de que o que não pode ser capturado pelo enquadramento racional é, todavia, apreendido por meio de uma imersão misteriosa na imensidão, confirmando a existência de algo que, embora incomensurável, | ||
| + | * Crítica sistemática à redução nominalista do conceito de infinito a uma mera incapacidade de imaginação ou cansaço mental, denunciando o erro de considerar o termo // | ||
| + | * Refutação da tese de que todo pensamento é obrigatoriamente finito e limitado a imagens ou // | ||
