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| + | ====== O verdadeiro sistema intelectual do Universo ====== | ||
| + | //CRAGG, Gerald R. (ORG.). The Cambridge Platonists. Repr ed. Lanham: Univ. Pr. of America, 1968.// | ||
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| + | * Refutação sistemática da doutrina ateísta que reduz o entendimento humano a um tumulto mecânico de movimentos corpóreos, asseverando que a mera reação passiva de órgãos sensoriais frente a pressões externas resultaria na atribuição absurda de intelecção a corpos inanimados e superfícies reflexivas. | ||
| + | * Proposição da mente como substância ativa dotada de vigor e potência nativa, onde o ato de conhecer não deriva da força adventícia dos objetos, mas da capacidade intrínseca do sujeito em exercer ideias inteligíveis domésticas para compreender afecções sensíveis em termos de formas ideais. | ||
| + | * Contestação do nominalismo moderno que desqualifica universais como meras atribuições nominais a corpos singulares, defendendo a realidade ontológica de concepções objetivamente universais sob o argumento de que a concebibilidade de um objeto implica necessariamente sua entidade inteligível. | ||
| + | * Identificação da necessidade lógica em axiomas e teoremas geométricos como prova de um conhecimento que precede a ordem da natureza material, operando por uma descida intelectual do universal ao singular em vez de uma ascensão indutiva a partir de sensações reiteradas e falíveis. | ||
| + | * Dedução da existência de um Ser Onipotente a partir da capacidade intelectual de formular ideias de perfeição matemática, | ||
| + | * Estabelecimento da relação entre a possibilidade de existência e a atualidade de uma Mente Infinita, argumentando que nada que não é poderia ser possível a menos que houvesse um Ser em ato com fecundidade suficiente para produzir tudo o que é concebível. | ||
| + | * Afirmação da primazia ontológica do Inteligível sobre a Intelecção, | ||
| + | * Concepção do entendimento humano como participação ectípica e derivada de uma única Mente Arquetípica, | ||
| + | * Postulado sobre a eternidade e indestrutibilidade das verdades geométricas e éticas, as quais permanecem imutáveis independentemente de convenções humanas, leis arbitrárias ou mesmo da aniquilação total da matéria, existindo como emanações da glória do Todo-Poderoso. | ||
| + | * Harmonização entre as tradições de Platão e Aristóteles no que tange à ingenerabilidade das essências inteligíveis, | ||
| + | * Demonstração da unicidade da Mente autoexistente através da uniformidade trans-histórica das verdades compartilhadas, | ||
| + | * Crítica à hipótese de uma multiplicidade de seres intelectuais independentes e finitos, asseverando que a ausência de uma medida comum de verdade e de um poder criativo infinito tornaria impossível a concordância racional e a própria compreensão das possibilidades do ser. | ||
