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-===== DOUTA IGNORÂNCIA: LÓGICA ===== +===== LÓGICA =====
-*Excertos de Ernst Cassirer, "Individuo e cosmo nella filosofia del Rinascimento. Ediz. integrale (Nuova cultura)"*+
  
-Con estas proposiciones tan concisas como sencillas comienza el tratado De docta ignorantia, pero ya en ellas se cumple una decidida revolución del pensamiento, pues Nicolás de Cusacon tajante corte, destruye el lazo que hasta ese momento había mantenido ligada la lógica escolástica a la teología. La lógica, que durante la Edad Media se había convertido en un organon de la teología, recobra su autonomía. Ciertamente, la evolución de la misma Escolástica, por otra parte, ya había preparado el camino a Nicolás de Cusa para que fuera posible este resultado; en efecto, el nominalismo de Guillermo de Occam y las a él anejas tendencias modernas de la Escolástica, habían relajado ya los vínculos que existían en los clásicos sistemas del realismo, entre lógica y gramática por un lado, y teología y metafísica por otroEn Nicolás de Cusa, en cambio, la separación (27) es radical, pues la lógica de Aristóteles, que descansa sobre el principio del tercero excluido, se le presenta, precisamente por eso mismo como una mera lógica de lo finito que, por lo tanto, debe renunciar necesariamente a su pretensión de abarcar aquello que se da como visión de lo infinitoTodos los conceptos de la lógica aristotélica son conceptos obtenidos por comparación y se apoyan en la consideración de que lo igual y lo semejante se juntan, lo desigual y lo desemejante se separan. Por medio de la comparación y de la distinción, de la separación y de la delimitación, conseguimos descomponer el mundo empírico en determinados géneros y especies que guardan entre sí una rigurosa relación de dependencia y subordinación. Precisamente, todo el arte del pensamiento lógico está enderezado a procurar una mayor claridad y precisión a esa relación de la esfera conceptual. Para poder determinar un concepto por otro, tenemos que recorrer toda la serie de términos intermedios que están entre ellos, y allí donde tales términos no se ofrezcan inmediatamente al pensamiento debemos descubrirlos en virtud del procedimiento silogístico para poder concentrar así en un riguroso y determinado orden del pensar lo abstracto y lo concreto, lo universal y lo individual. Ese orden corresponde al del mismo ser, pues representa la jerarquía del ser en la estructura y articulación jerárquica de los conceptos. Pero —así reza la objeción de Nicolás de Cusa (28en este punto— si las semejanzas y diferencias, las concordancias y las discordancias de lo finito pueden comprenderse de este modo, lo absoluto e infinito, lo que como tal está por encima de toda comparación nunca podrá caer dentro de la red de los conceptos lógicos de género. El contenido de la filosofía escolástica contradice su forma; ambos se excluyen recíprocamente. Debe de existir una posibilidad de pensar y conocer lo absoluto, lo infinito, pero ese pensar, en tal caso, no puede ni debe apoyarse en las muletas que le brinda la lógica tradicional, con ayuda de la cual marchamos siempre de algo finito y limitado a algo también finito y limitado, pero con la que de ninguna manera podemos ir más allá del dominio de lo individual y condicionado.+Excertos de Ernst Cassirer"Individuo e cosmo nella filosofia del RinascimentoEdizintegrale (Nuova cultura)"
  
-{{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}+Com essas proposições tão concisas quanto simples começa o tratado De docta ignorantia, mas nelas já se concretiza uma decidida revolução do pensamento, pois Nicolau de Cusa, com um corte tajante, destrói o laço que até então mantinha ligada a lógica escolástica à teologia. A lógica, que durante a Idade Média se tornara um organon da teologia, recupera sua autonomia. Certamente, a evolução da própria Escolástica, por outro lado, já havia preparado o caminho para Nicolau de Cusa, tornando possível esse resultado; de fato, o nominalismo de Guilherme de Ockham e as tendências modernas da Escolástica a ele anexas já haviam relaxado os laços que existiam nos sistemas clássicos do realismo, entre a lógica e a gramática, por um lado, e a teologia e a metafísica, por outro. Em Nicolau de Cusa, ao contrário, a separação é radical, pois a lógica de Aristóteles, que se baseia no princípio do terceiro excluído, se apresenta a ele, precisamente por isso, como uma mera lógica do finito que, portanto, deve necessariamente renunciar à sua pretensão de abranger aquilo que se dá como visão do infinito. Todos os conceitos da lógica aristotélica são conceitos obtidos por comparação e se baseiam na consideração de que o igual e o semelhante se unem, o desigual e o diferente se separam. Por meio da comparação e da distinção, da separação e da delimitação, conseguimos decompor o mundo empírico em determinados gêneros e espécies que mantêm entre si uma relação rigorosa de dependência e subordinação. Precisamente, toda a arte do pensamento lógico está voltada para procurar maior clareza e precisão nessa relação da esfera conceitual. Para poder determinar um conceito por outro, temos que percorrer toda a série de termos intermediários que estão entre eles, e onde tais termos não se oferecem imediatamente ao pensamento, devemos descobri-los em virtude do procedimento silogístico para poder concentrar assim, em uma ordem rigorosa e determinada do pensamento, o abstrato e o concreto, o universal e o individual. Essa ordem corresponde à do próprio ser, pois representa a hierarquia do ser na estrutura e articulação hierárquica dos conceitos. Mas — assim reza a objeção de Nicolau de Cusa neste ponto — se as semelhanças e diferenças, as concordâncias e discordâncias do finito podem ser compreendidas dessa maneira, o absoluto e infinito, que como tal está acima de toda comparação, nunca poderá cair na rede dos conceitos lógicos de gênero. O conteúdo da filosofia escolástica contradiz sua forma; ambos se excluem reciprocamente. Deve existir uma possibilidade de pensar e conhecer o absoluto, o infinito, mas esse pensamento, nesse caso, não pode nem deve apoiar-se nas muletas que lhe oferece a lógica tradicional, com a ajuda da qual sempre marchamos de algo finito e limitado para algo também finito e limitado, mas com a qual de forma alguma podemos ir além do domínio do individual e condicionado. 
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