====== Origem da Alma ====== //Chaignet: [[https://archive.org/details/delapsychologie00chaigoog|Livro]]// Definição da alma humana em Platão como princípio de movimento que se move a si mesmo, implicando sua natureza como princípio primeiro e não produzido. * Alma concebida como força e essência do movimento * Princípio não pode ser produzido por outro princípio * Tudo o que é produzido depende de um princípio anterior * Conclusão: a alma é incriada e eterna Afirmação da eternidade da alma enquanto princípio, embora sua existência individual não se explique por si mesma. * Alma humana não se basta para explicar sua origem * Necessidade de uma alma mais perfeita * Relação entre alma individual e alma do mundo * Referência ao Filebo, Timeu e Fédro Distinção entre alma universal e almas particulares, unidas por uma harmonia comum sem perder sua individualidade. * Alma universal governa o conjunto dos seres * Almas humanas são princípios individuais * Unidade na diversidade dos seres * Relação misteriosa entre unidade e multiplicidade Afirmação de que a alma universal contém as almas particulares sem se dividir, governando-as por leis e razões. * Unidade não implica divisão * Linguagem de Platão: governo por números e razões * Preservação da individualidade das almas Explicação simbólica do Timeu sobre a formação das almas humanas a partir de um mesmo princípio, mas por operação distinta. * Almas não são produzidas do mesmo modo que a alma do mundo * Produção por operação derivada e distinta * Conclusão: mesma substância, mas distinção real Descrição da criação das almas por Deus, atribuídas aos astros e destinadas à encarnação no homem. * Deus forma as almas a partir de um mesmo fundo * Almas distribuídas em número igual aos astros * Cada alma conduzida como em um carro * Destino humano como realização superior Afirmação de que Deus não cria novas substâncias, mas organiza e individualiza as almas dentro da alma universal. * Individualidade inscrita na alma universal * Ação divina como ordenação, não criação ex nihilo * Lei natural conduz à união com o corpo Descrição da preexistência das almas antes da incorporação, vivendo no mundo inteligível e contemplando as essências. * Almas existem antes do corpo * Contemplação das realidades divinas * Movimento celeste harmonioso * Referência ao Fédro Afirmação de que a personalidade reside na alma e não no corpo, sendo anterior à encarnação. * Corpo como imagem ou sombra * Alma como verdadeiro sujeito * Individualidade fundada em propriedades internas Descrição do desenvolvimento interno da alma como princípio de suas próprias modificações, segundo Leibniz. * Mudanças derivam da natureza interna * Ordem própria conduz o desenvolvimento * Individualidade como lei interna Afirmação da preexistência da alma e sua vida anterior como fundamento da doutrina da reminiscência. * Conhecer é recordar * Ideias não adquiridas pelos sentidos * Aplicação imediata das noções ao pensamento * Necessidade de conhecimento anterior Descrição da vida celeste das almas antes da encarnação, contemplando as essências divinas em harmonia. * Almas seguem movimento ordenado no céu * Contemplação da verdade e da beleza * Hierarquia entre almas conforme grau de visão Explicação da queda das almas e sua encarnação como consequência da perda dessa contemplação. * Perda das asas simboliza queda * Entrada no corpo como punição ou consequência * Referência ao Fédro Interpretação do desejo de encarnação como impulso natural de expansão da alma, conforme o Timeu. * Desejo de se manifestar no corpo * Movimento livre mas fatal * Corpo como prolongamento da alma Reconhecimento da imperfeição da alma humana em relação ao estado anterior de pureza. * Existência corporal como estado inferior * Mistura com matéria introduz imperfeição * Comparação com alma do mundo Afirmação da diversidade original das almas quanto à sua capacidade de contemplação e perfeição. * Graus diferentes de clareza intelectual * Desigualdade entre almas desde a origem * Ausência de igualdade absoluta Explicação da metempsicose como consequência da eternidade da alma e da impossibilidade de criação de novas substâncias. * Número das almas permanece constante * Mudança ocorre por transmigração * Influência dos pitagóricos Descrição do ciclo das existências como sucessão de estados e formas assumidas pela alma. * Vida comparada a viagem contínua * Mudança sem destruição da substância * Permanência da identidade essencial Relato do mito de Er sobre a escolha das vidas pelas almas antes da encarnação. * Almas escolhem livremente seu destino * Presença da Necessidade e das Parcas * Diversidade de condições de vida Afirmação de que a razão precede a encarnação e orienta as escolhas das almas. * Razão existente antes do corpo * Escolhas baseadas em experiências anteriores * Continuidade da consciência moral Descrição do esquecimento das essências após a encarnação e da necessidade de esforço para recordar. * Esquecimento causado pela vida corporal * Necessidade de disciplina intelectual * Filosofia como recuperação da verdade Afirmação de que a filosofia purifica a alma e a conduz de volta à contemplação das essências. * Vida filosófica como preparação * Recuperação da liberdade intelectual * Aproximação do estado divino Discussão da relação entre personalidade e encarnação, com divergências entre intérpretes como Cousin e Leibniz. * Debate sobre origem da personalidade * Influência da metempsicose * Continuidade da identidade Crítica à doutrina da preexistência quando interpretada como absorção na alma universal, defendendo a permanência da individualidade. * Rejeição da perda da personalidade * Unidade de substância não implica fusão * Defesa da individualidade humana Dificuldade de explicar a relação entre alma e corpo e a influência recíproca entre ambos. * Problema da interação entre substâncias * Referência ao ocasionalismo * Comparação com as mônadas de Leibniz Crítica à explicação da reminiscência como prova suficiente da preexistência. * Necessidade de experiência sensível * Ideias como germes a desenvolver * Conhecimento progressivo Discussão sobre a possibilidade de existência da alma separada do corpo e suas implicações filosóficas. * Problema da imaterialidade * Relação com a forma do corpo * Referência a Bossuet e São Tomás Afirmação dos limites do conhecimento humano diante dessas questões e necessidade de moderação filosófica. * Incapacidade de alcançar certeza absoluta * Necessidade de reconhecer a ignorância * Sabedoria como medida