====== Thauma Idesthai: O Espanto como Limiar da Ontologia e da Memória ====== * Gênese do filosofar no assombro e a genealogia de Íris como filha do Espanto * Função do //thaumazein// na transmutação do irracional em ordens racionais sucessivamente abrangentes * Vertigem intelectual diante da incomensurabilidade geométrica e metafísica como marca do filósofo * Manifestação do espanto perante as máscaras cúlticas de Deus e a multiplicidade das teofanias externas * Encontro iniciático com a Enneade e a visão recíproca entre o iniciado e Ra na barca solar * Simbolismo da Íris e a reconstrução da aliança entre reinos ontológicos distintos * Analogia entre o arco-íris, a arma //gamlu// de Ishtar e a ponte da filosofia após o cataclismo do //abubu// * Pacificação das potências irracionais que atentam contra a vida do intelecto mediante o pacto de //philia// * Paralelismo entre Ishtar e Atena Soteria na preservação da unidade do coração de Dionísio (Intelecto Imparticipável) * Representação da //Shekhinah// como Virgem da Luz e Palavra de Deus manifesta pelo espírito profético * Geometria sagrada do fluxo divino e o simbolismo da Roda e da Árvore da Vida * Emanação do fluxo numérico pitagórico a partir do disco alado sobre a Árvore da Vida assíria * Rotação da roda macrocósmica movida pelo poder erótico de Ishtar e sua imitação pelo //strophalos// de Hécate * Caráter do //agalma// cósmico como maravilha a ser contemplada (//thauma idesthai//) em contextos demiúrgicos * Papel dos filósofos como artesãos da ordem e medida (//maat//) no estado cósmico dos deuses * Natureza da existência humana como autômato animado e o despertar da //anamnesis// * Concepção do ser humano como marionete divina criada para o brinquedo ou propósito superior dos deuses * Investigação das causas últimas (o porquê) em detrimento da mera descrição factual (o como) das coisas * Definição de //aletheia// como dissipação do esquecimento (//lethe//) e recordação da luz de //Apsu// * Paradigma do ascenso de Etana ao céu para revelação de mistérios ocultos e o legado dos //apkallus// * Identidade entre o Intelecto Divino e a mente noeticamente transformada * Equivalência aristotélica entre o amante do mito e o filósofo através da composição de maravilhas * Distinção entre a ciência da produção (//poietike//) e o conhecimento teórico voltado aos princípios primeiros * Superação do //logos// discursivo em favor do //nous// intuitivo para visão integral do cosmos noético * Contraponto entre a racionalidade contemplativa oriental/platônica e a //ratio// calculativa e utilitária ocidental