====== Diacronia, Sincronia e a Unidade do Movimento Platônico ====== * Dialética entre sincronia e diacronia na análise da gramática platônica do tempo * Necessidade de situar a leitura hegeliana no quadro das interpretações platônicas entre 1770 e 1831 para apreender sua originalidade. * Recusa da sincronia pura como //episteme// estática, evitando a visão caleidoscópica que fragmenta a história da filosofia em blocos heterogêneos. * Identificação de correntes coexistentes no campo sincrônico: modernização racionalista, tradição do //Plato christianus//, hermetismo e pré-romantismo. * Crítica ao descontinuismo diacrônico que anula a unidade do pensamento e torna a leitura de textos antigos irrelevante para a consciência contemporânea. * Pressupostos ontológicos da pesquisa e a unidade trans-histórica da Razão * Afirmação da unidade do pensamento como condição de possibilidade para o questionamento filosófico entre diferentes épocas. * Existência de um "fluxo platônico" persistente que atravessa a evolução das ideias, independentemente das autodeclarações nominais dos autores. * Primazia do método que utiliza o quadro sincrônico como degrau para a compreensão diacrônica da vitalidade espiritual do platonismo. * Constituição da leitura hegeliana como figura capital para a inteligibilidade do idealismo dentro da história universal da filosofia. * Crítica ao descontinuismo microscópico e ao positivismo historiográfico * Denúncia do método microscópico que isola detalhes sintáticos e mecanismos de funcionamento, perdendo a visão de conjunto do sistema. * Repúdio ao positivismo implícito que estuda sistemas sem relação com o movimento histórico do espírito ou com a hipótese do sentido. * Redomiciliação do pensamento hegeliano no movimento do platonismo moderno, ao lado de figuras como Bruno, Böhme e Spinoza. * Compreensão da leitura de Platão não como acidente erudito, mas como obediência a uma mesma impulsão espiritual de orientação supra-sensível. * Confronto com o anti-platonismo contemporâneo e a natureza da Dialética * Defesa do supra-sensível como eficácia do Ser frente ao projeto nietzschiano de "inversão do platonismo". * Crítica à visão da dialética como mero cadáver histórico, afirmando o movimento do ser que se identifica com o pensamento autônomo. * Problematização do conceito de platonismo como "destino" ou fatalidade, contrapondo-lhe a noção hegeliana de "encontro" lúcido e consciente. * Superação da ruptura kantiana através de uma retomada informada que estabelece Platão como gênese da consciência de si da filosofia.