===== Luc Brisson ===== //PLATON. Parménide. Tr. Luc Brisson. Paris: GF-Flammarion, 1994// Autocrítica da teoria das Ideias. Impugnação do ser único dos eleatas. Do Um e do Múltiplo. Segundo seu tradutor francês, Luc Brisson: "Entre todos os diálogos de Platão, o Parmênides permanece o mais fascinante e o mais controvertido. Esta dupla característica remonta ao passado e se associa à eclosão do Neoplatonismo que, como diálogo de referência, substituiu o Timeu pelo Parmênides, o qual se tornou por este fato o laboratório onde se elaborou uma nova interpretação do Platão. O diálogo reproduziria uma conversa em Atenas, da qual participaram Parmênides, Zenon e Sócrates, tendo sido acompanhada por Pitodoro, filho de Isolaco, que o relatou a Antifono, meio irmão de Glaucon e Adiamanto, os irmão de Platão. Uma interpretação do Parmênides deve tentar responder a três questões: Pode-se crer, num plano histórico e num plano teórico, na encenação platônica concernindo Parmênides e Zenon? Em que sentido interpretar a crítica das Formas na primeira parte? E quais relações entretêm as duas partes do diálogo? **Plano da Obra** Introdução geral * As modalidades da transmissão do relato (126al-127a6) * Cenário, encenação e personagens (127a6-cl) A primeira parte Introdução (127cl-d5) Desenvolvimento a) O paradoxo de Zenão (127d6-128e3) b) Sócrates apresenta a hipótese das Formas (128e4-130a2) c) Parmênides enumera as dificuldades que essa hipótese acarreta Introdução (130a3-6) * De que consistem as Formas (130a3-d2)? * Relação dessas Formas com as coisas sensíveis (130d3-133a9) * Hipótese da participação * Dilema da participação (131a4-132b2) * Exposição (131a4-cll) * Paradoxos (131cl2-132b2) * Todo/partes (131cl2-e6) * Um/vários (131e7-132b2) * Soluções propostas * a Forma-pensamento (132b3-cll) * Exposição (132b3-6) * Paradoxo (132b6-cll) * a Forma-paradigma (132c 12-133a3) * Exposição (132cl2-d4) * Paradoxo: semelhante / diferente (132d5-133a3) * Constatação de fracasso (133a4-9) * Separação das Formas (133al0-b3) * As Formas são incognoscíveis para o homem (133b4-134c2) * A realidade humana é incognoscível para os deuses (134c3-e7) Conclusões * Necessidade de manter a doutrina das Formas (134e8-135c7) * Necessidade de um exercício dialético (135c8-d5) A segunda parte Introdução (135d6-137c2) Desenvolvimento As séries de deduções para a hipótese “se ele é um” I: 137c3-142a6 II: a) 142bl-155e2; b) 155e3-157b4 III: 157b5-159a9 IV: 159bl-160b3 Transição (160b4-d3) As séries de deduções para a hipótese “se ele não for um” V: 160b4-163b5 VI: 163b6-164b3 VII: 164b4-165el VIII: 165el-166c2 Conclusão (166c3-6)