===== Francis Cornford ===== //CORNFORD, Francis. Plato's Theory of Knowledge. 1935// ==== 142a - 145e: Introdução e posição da questão ==== * 142a-143c: Introdução à narrativa * 143c-144e: Introdução dramática * 144d-145e: Posição da questão * 145e-146a: "O que é o saber?" ==== 146c - 148e: Exemplos conducentes a uma boa resposta ==== ==== 149a - 151d: Interlúdio - Sócrates e a maiêutica ==== * Arte do auxílio ao parto ==== Primeira resposta (151e-187a): "O saber é sensação" ==== * 151e-152d: Protágoras: "O homem é a medida de todas as coisas" * 152b-c: Percepção e aparência * 152c: "A percepção é do que sempre é e infalível, sendo saber" * 152d-153d: "Nada é uno, em si" - apelo a Heraclito e o movimento * 153d-160e: Fluxo, relatividade e interdependência * 153e-154a: Privacidade e subjetividade (fluxismo) * 154a-155e: Exemplos - debate livre * 155e-157c: Doutrina secreta - o agente e o paciente * 157c-159a: Debate livre - sonhos (contra-exemplo) * 159a-160a: Retorno ao ativo e passivo * 160a-e: Conclusão - convergência de Heraclito e Protágoras * 160e-161b: Pequeno interlúdio * 161c-165c: Sensismo e verdade - crítica erística * 163b-c: Primeiro contra-exemplo - sentir e saber * 163c-165c: Segundo contra-exemplo - memória e sensação * 165c-e: Intervenção de "Protágoras" * 165e-168d: Retratação de Sócrates - "defesa de Protágoras" * 168d-170a: Interlúdio * 170a sqq: Doxa (opinião) * 170c-171a: Opinião verdadeira e falsa - intersubjetividade * 171a-c: Auto-refutação de Protágoras * 171d-e: Valores * 172a-d: Estado, leis * 172d-177c: A filosofia e os tribunais - Retórica e filosofia (digressão) * 177c-d: Regresso à opinião e aos valores * 177e-178b: Leis, valores * 178b-179b: O critério - exemplos - a previsão * 179c-d: Síntese * 179e-181b: Exame da tradição - Heraclito, Homero, Parmênides, Melisso - movimento e repouso * 181b-184b: Consequências da tese fluxista - Parmênides * 184c-186e: Refutação da resposta * 184c-185b: Os sentidos e a importância da percepção * 185c-e: Os "comuns" (''koina'' - gêneros supremos) * 185e-186b: A alma - os valores * 186b-186d: Percepção e reflexão * 186d: "O saber não está nas sensações, mas na reflexão sobre elas" * 186d-e: Ser e verdade - a percepção não é saber * 187a: Transição ==== Segunda resposta (187b-201c): "O saber é opinião verdadeira" ==== * 187a: O saber é... "aquilo em que a alma em si e por si se ocupa das coisas que são" * 187b: Se o saber é opinião verdadeira, como explicar a opinião falsa? * 188a-191a: É impossível aceitar a possibilidade da opinião falsa, se: * 188a-c: Ou sabemos ou não sabemos * 188d-189b: Opinar falsamente é opinar o que não é - infalibilidade da sensação * 189b-191a: Alodoxia (opinião "de outra coisa") * 189e-190a: O que é pensar e opinar * 190b-c: Quem "apreende com a alma" coisas distintas não pode confundi-las * 191a-b: É possível opinar que coisas que não se sabem são coisas que se sabem * 191c-196c: Símile do bloco de cera * 191c-e: O bloco explica a persistência das percepções na memória e nos pensamentos * 191e-192c: Repetição da impossibilidade de confundir duas coisas que se sabem ou não sabem, incluindo a percepção * 192c-195b: Possibilidade de confusão, sempre que a percepção está envolvida * 195c-e: Não, quando a percepção não intervém (exemplo: números 11 e 12) * 195e-196c: É impossível errar na soma de 5 e 7 * 196c-d: É preciso mostrar que a opinião falsa é diferente da confusão do pensamento com a percepção * 196d-e: Para isso, é preciso saber o que é saber * 197b-200d: Símile do aviário - distinção entre ter saber e usá-lo efetivamente * 197e-198a: A falsa opinião resulta de não usar o saber adequado (exemplo da ave) * 198a-e: Exemplo da possibilidade do erro em aritmética * 199a-c: Assim se explicaria a opinião falsa como erro entre dois saberes que se têm, mas se usam mal * 199d-e: Esta possibilidade é excluída, se o saber não puder servir de razão para não saber * 199e: Possibilidade da existência de "não-saberes" no aviário * 200a-c: Eliminação do aviário pelo regresso à aporia anterior * 200c-d: Regresso à pergunta sobre o saber * 200e: A opinião verdadeira é saber? (O caso do júri) * 200e-201c: A opinião verdadeira não é saber - só a testemunha visual pode saber ==== Terceira resposta (201d-210): "A opinião verdadeira com ''logos'' é saber" ==== * 201e-206b: O "sonho" * 201e-202b: Os "elementos" são incognoscíveis e apenas nomeáveis * 202b: Os "compostos" podem ser conhecidos (entrelaçamento dos nomes) * 202b-c: A alma encontra-se na verdade com opinião verdadeira sem explicação (''logos'') * 202b-206b: Análise da relação entre elementos e compostos (letras e sílabas) * 204b-205e: Discussão sobre o todo (''holon'') e as partes (''panta'') * 204b-c: Diferença entre "todas as coisas" e "o todo" * 204c-205a: O todo e as partes - unidade e multiplicidade * 205a-b: A sílaba não é as letras, mas contém-nas * 205c: A sílaba como forma sem partes * 205d-e: Consequências: se a sílaba é uma forma sem partes, elementos e compostos são igualmente incognoscíveis * 205e-206b: A experiência da aprendizagem da leitura e da música mostra o contrário * 206b: Conclusão: a teoria do "sonho" está errada * 206c-210a: O que é o ''logos''? * 206d: "Fazer manifesto o pensamento de alguém por meio da voz, com verbos e nomes" * 206d-e: Essa definição equivale o saber à opinião verdadeira * 207a-208b: ''Logos'' como descrição dos elementos (exemplo do carro e do nome) * 207d: Participação das partes em diversos todos * 208a-b: Escrever as partes não é suficiente para saber * 208c: ''Logos'' como capacidade de fornecer o signo (''sêmeion'') pelo qual algo difere de todos * 209a-d: Captar a diferença não pode ser acrescentado à opinião verdadeira, pois ela já a pressupõe * 209d-210a: "Conhecer" a diferença seria "conhecer" a coisa * 210a-b: Conclusão: é manifestamente impossível definir saber