Atualização e reminiscência

PLOTIN. Plotin. Traité 53: [Ennéades] I, 1. Gwenaëlle Aubry. Paris: les Éd. du Cerf, 2004.

A identidade do sujeito plotiniano depende não apenas da orientação da consciência, mas também de sua função de atualização: a consciência é o que faz passar seu objeto do em-potência ao ato, e não apenas o que se dá um objeto à exclusão de todo outro.

O inteligível não é, a princípio, para cada um senão uma presença inapercebida, uma simples disposição, e a atualização das formas depende da orientação da consciência.

A consciência plotiniana é, portanto, condição do acesso à essência enquanto princípio de uma atualização: é por ela que nos tornamos em ato o que éramos apenas em potência, e o processo de identificação à essência deve ser pensado como adequação ao ato essencial.

O sujeito plotiniano não tem outra identidade senão a possibilidade de um duplo devir em potência: um pelo qual reencontra seu ser essencial, outro pelo qual o perde para sempre.