Caráter materialista radical da doutrina: a substância material corpórea não só é real, mas constitui a realidade integral.
Explicação mecanicista de todos os fenômenos, inclusive os anímicos, como colisões e movimentos de átomos.
Explicação da alma como composta de átomos esféricos, particularmente móveis, sendo sensação e pensamento resultados de colisões atômicas.
Redução de qualidades sensíveis e estados psíquicos a interações mecânicas, aniquilando o espiritual como categoria distinta.
Tese de que a imaginação grega, ao levar o antropomorfismo ao extremo, desacreditou a própria existência de um mundo espiritual, facilitando a conclusão materialista-ateia.
Reconhecimento do valor da hipótese atômica para a física e química, mas crítica a sua insuficiência como explicação total da realidade, especialmente do aspecto espiritual.