O homem não pode ter felicidade infalível por ser um ser misto e não absolutamente semelhante a seu arquétipo no inteligível.
Não se deve acusar a Providência pela maldade humana: as almas têm movimentos próprios, pelos quais a Providência não é responsável.
A Providência estende-se até a Terra: animais e plantas participam da razão, da alma e da vida.
O homem situa-se entre deuses e bestas; não é o ser mais precioso do universo.
Os homens são bons, maus ou intermediários.
Se alguns dominam e outros são dominados, é porque os primeiros se exercitaram e os segundos não.
São as armas e a coragem, não as preces, que vencem a guerra; os frutos vêm do trabalho, não da súplica.
Os maus comandam devido à covardia dos governados.