Alma-Poiesis

DECK, John N. Nature, contemplation, and the one: a study in the Philosophy of Plotinus. Burdett, NY: Larson Publ, 1991.

A Alma do Todo produz o cosmos visível de modo eterno (IV, 3, 6, 2; IV, 3, 9), e nessa doutrina pode-se rastrear um relaxamento das exigências da poiesis: a imobilidade do produtor é mitigada e a alma produz apenas ao custo de declinar em alguma medida em direção a seu produto.

Em contraste com o Uno e o Noûs, que permanecem imóveis ao produzir, a alma não produz permanecendo imóvel, mas, sendo movida, gera sua imagem.

A produção do corpo envolve sempre alguma procissão de almas ou partes da alma, e um texto de III, 9, 3 descreve esse processo em termos de um produzir em dois passos.

O Noûs é produtivo de modo inteligente mas não deliberativo, e a Alma do Mundo produz igualmente “segundo ideias” (II, 3, 17, 13) mas sem qualquer “deliberação trazida de fora de si mesma”, sem “aguardar para examinar” (IV, 3, 10, 15), e, como o Noûs, sem logismos (IV, 4, 10, 27-29).