Noeton e Noûs

FESTUGIÈRE, André-Jean. Contemplation et vie contemplative selon Platon. Paris: Vrin, 1936.

Estrutura e propósito do Fedro

O diálogo se organiza em três discursos principais sobre a imortalidade da alma, precedidos por um prólogo e intercalados por seções de transição e objeções.

A contemplação como determinação da vida filosófica

A vida filosófica é apresentada como uma preparação para a morte, na qual o verdadeiro bem consiste na separação da alma em relação ao corpo.

A contemplação como união entre alma e Ideia

O segundo discurso do Fedro visa fundamentar a esperança na imortalidade, mostrando a solidariedade de existência entre a alma e as Ideias por meio de argumentos que partem dos contrários, da reminiscência e da semelhança com o incomposto e o divino.

A contemplação como explicação última do cosmos

A contemplação, ao ser vinculada às Ideias, fornece a explicação última para a existência do mundo, superando as explicações meramente mecânicas dos físicos.

O inteligível

O Fedro estabelece um divórcio radical entre o objeto dos sentidos, que é mutável, e o objeto do pensamento, que é imutável, verdadeiro e inteligível.

O intelecto

A contemplação exige um órgão apropriado para apreender o inteligível, e esse órgão é o intelecto, que funciona segundo o princípio geral de que o semelhante conhece o semelhante.