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O culto de Śiva Paśupata, o deus cornudo e Senhor dos Animais Selvagens, é considerado uma das seitas mais antigas que, na Idade Média, se desenvolveriam nos Śaiva-āgamas, no Śaiva Tantra e no monismo do śaivismo da Caxemira e de outras regiões.
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O principal texto da seita, o *Paśupata Sūtra*, é atribuído a Lakulīśa, figura possivelmente do século I d.C., tido como um brâmane e considerado a 28ª encarnação de Śiva.
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O movimento apresentava afinidades com o Ajīvikismo, o Jainismo e outros cultos śaivas, sendo talvez o “grupo-mãe” de tradições como os Kāpālika, Kālāmukha, Kanphat yogis e Aghoris.
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Há registros de sua difusão ampla no período Gupta e de inscrições que testemunham presença até no Sudeste Asiático.
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Pesquisadores sugerem que sua origem pode remontar à época de Gosāla, ao século VI a.C., e até mesmo à cultura do Vale do Indo, ligada a cultos de deuses cornudos comparáveis aos encontrados em Çatal Hüyük e no Paleolítico europeu.