Sócrates protege-se das correntes eróticas perigosas de
O Banquete através de meios corpóreos, como o banho e os sapatos, enquanto no
Fedro ele utiliza proteção psíquica, recorrendo ao mito e ao louvor da loucura para responder ao defeito erótico de
Fedro, evidenciando que a maior sobriedade deste diálogo depende de uma abstração mais radical do corpo, tratando da psique e da visão das Ideias de forma mais pura, onde o louvor da loucura não contradiz, mas sublinha essa pureza, contrastando com o silêncio sobre a loucura divina em
O Banquete, que sinaliza a natureza defeituosa daquela discussão sobre Eros.