Cosmologia estoica como um monismo qualificado, semelhante às filosofias Vedanta e Vaishnava da Índia, postulando imanência e transcendência.
Conceito de Deus como idêntico ao mundo e, ao mesmo tempo, diferente dele, possuindo um estado não manifesto e transcendente e um aspecto manifesto que é o mundo.
O aspecto manifesto é adorado como matéria passiva e poder criativo, sendo este último denominado Alma do Mundo.
Denominações do Ser Cósmico, como Fogo, Ar, Sopro, Alma do Mundo, Éter, Mente Universal, Razão Universal, Lei Cósmica, Natureza e Destino, com ressonâncias órficas na figura de Zeus.
Processo cíclico de manifestação através de um ano cósmico, seguido de uma conflagração e de um período atemporal de não manifestação, com eventos idênticos em cada ciclo.
Reabsorção de todos os seres separados na unidade de Zeus na dissolução do universo manifesto, com a transformação dos elementos conforme a tradição pré-socrática.
Reinterpretação por estoicos posteriores, como Boeto e Panécio, da ciclicidade como aspectos simultâneos e não sucessivos.
Paralelo entre a distinção estoica do Zeus manifesto e não manifesto e a distinção Vedanta entre *brahman* como *saguna* e *nirguna*.
Apresentação mitológica da ciclicidade nos Puranas, comparando o sono de Vishnu no *pralaya* com o estado quiescente de Zeus.
Similaridade entre o conceito estoico do Zeus ativo e o conceito Vedântico de *Ishvara*, permitindo toques teístas como a adoração devocional em um sistema monista.
Zeus providente como princípio orientador, contendo os deuses do politeísmo grego, análogo ao *Ishvara* de Shankara, cuja relação saudável é *Ishvara pranidhana*.
Compromisso com o teísmo nos Puranas, onde Vishnu é um superdeus semelhante a Zeus, contendo deuses menores e passível de adoração dualística.
Analogia lógica para a relação entre os aspectos cósmicos: para Crisipo, Deus é a premissa inicial e o mundo as proposições deduzidas; para Ramanuja, Deus é a substância e o mundo seus atributos.
*Prana* no Hinduísmo como força vital fundamental, descrita no Purushasukta do Rig Veda como o sopro do Ser Cósmico, Purusha.
Equiparação do *prana* com o absoluto *brahman-atman* nas Upanishads, como no Bṛihadāraṇyaka Upanishad: “O sopro (*prana*) é o imortal, nome e forma são o real. Por eles este sopro (*prana*) é velado”.
Identificação do *prana* como força coesiva interna que mantém todos os fenômenos unidos, conforme discurso de Yajnavalkya: “Pelo ar (*prana*) como por um fio este mundo, o outro mundo e todos os seres são mantidos juntos”.
Função dupla do *prana* como princípio cósmico e pessoal, vital, por vezes identificado com fogo e éter, e como consciência, sendo *prana* e *prajna* interdependentes.
*Prana* no Hinduísmo pós-upanishádico como representante empírico do *atman*, a substância sobre a qual o iogue trabalha através do *pranayama* para controlar e acumular energia vital.
Ação do *prana* em correntes pelo corpo, centradas no umbigo, com a iluminação resultante de uma relação especial e da manipulação desta força sutil.
Conceito estoico de *pneuma* como “sopro”, possivelmente herdado da visão pitagórica do cosmos como ser vivo que respira, com influências de
Aristóteles e teorias médicas.
*Pneuma* para Crisipo como mistura de fogo e ar, uma força onipenetrante que mantém a coesão do universo e dos indivíduos, criando uma tensão dinâmica.
Identificação do *pneuma* com Zeus, o Ser Cósmico absoluto, funcionando como substrato de todas as formas e elemento de conexão interno.
Função dupla do *pneuma* nos níveis cósmico e pessoal, como alma ou mente de Zeus e como alma, mente ou sopro corporal do indivíduo.
A alma estoica, o *hegemonikon*, identificada com o *pneuma* em estado sutil, sendo o aspecto consciente, paralelo à *prajna* do *prana*.
Fluxo do *pneuma* como correntes respiratórias pelo corpo, através de uma rede de canais centrada no peito, produzindo pensamentos por sua ação sutil.
Iluminação como resultado do controle da vibração do *hegemonikon* para harmonizá-la com a vibração do *pneuma* cósmico, coincidindo com o pensamento racional.