Iniciações Filosóficas no Além-Mundo
Dualidade das teletai e o ergon filosófico na esfera de Perséfone
Distinção de
Damáscio
entre ritos preparatórios terrenos e mistérios realizados no pós-morte
Continuidade da atividade filosófica no além-mundo como requisito para a transmutação ontológica
Aquisição do conhecimento dos
bau
misteriosos (
rekh ba shetau
) e dos nomes secretos ainda em vida
Aproximação interior do trono de Osíris através de visualizações iconográficas e meditações sacramentais
Transformação alquímica no ciclo macrocósmico da jornada solar
Reconhecimento de Ra no coração como salvaguarda contra o lugar da aniquilação e do não-ser
Percepção da luz divina animadora e fixação da “corda de ouro” na barca noética do Intelecto
Integração do ciclo microcósmico da vida terrena no movimento eterno do renascimento solar
Sinergia entre
gnosis
(conhecimento) e
praxis
(hierurgia) para atingir a semelhança com o Grande Deus
Mapa das duas vias e a condução de Thoth à casa de Maat
Representação dos caminhos em ziguezague no
Livro das Duas Vias
como guia para o iniciado de Thoth
Thoth como o “Olho de Horus excelente na noite”, condutor da alma ao palácio de Osíris e à barca de Ra
União com o
Nous
divino para cavalgar a barca solar em companhia de Hu (Palavra) e Sia (Percepção)
Habitação do gnosticismo transformado no Campo das Oferendas (
hetep
) sob a égide da Verdade
Graus de purificação dos veículos psíquicos e a via para a perfeição
Tripartição do caminho ascensional: purificação do corpo-concha, do veículo pneumático e do veículo solar
Analogia entre os três mil anos do
Fedro
e os períodos completos de maturação da alma em direção à perfeição
Destino do não-iniciado (
atelestos
) no Tártaro, descrito como a “borra da gênese” ou o lodo da ignorância
Necessidade de compromisso total tanto na
telestike
(arte iniciática) quanto na
philosophia
para colher frutos espirituais
Superação da virtude habitual e a busca pela identidade solar Atum-Ra
Crítica de Damáscio aos que habitam a “Terra Superior” sem o desejo ardente de filosofar
Diferenciação entre a existência paradisíaca no
alam al-khayal
(mundo imaginal) e a união final com o Intelecto
Recusa do caminho ancestral (
pitryana
) em favor do caminho divino (
devayana
) rumo à autoconsciência solar
Identificação do Eu imperecível com a natureza de Atum-Ra, emergindo das profundezas inefáveis do Bem