Filosofia e os ritos hieráticos da ascensão
Necessidade de revelação teofânica para acesso integral ao cosmos noético e superação do conhecimento discursivo das Formas
Conexão com Formas inteligíveis mediante iluminação proveniente dos deuses intelectivos e mediação de ritos de mistério
Analogia entre contemplação intelectual e visões epópticas como estágio superior às descrições simbólicas das ordens divinas
Preparação da alma através de meditações sobre textos sagrados e interpretações de
taxeis
espirituais para visão direta
Sinergia entre racionalidade filosófica e autoridade teológica no processo de ascensão ao reino henádico
Dependência de auxílio divino para alcance da
gnosis
mediante conhecimento interno distinto da razão humana
Caráter imprevisível da experiência mística como dádiva divina não derivável exclusivamente do sistema filosófico
Subordinação do raciocínio dialético à metafísica confirmada por revelações diretas sobre o Uno e a totalidade henádica
Concordância sistemática entre teologia científica de
Platão
e tradições mistagógicas de Orfeu e
Pitágoras
Identificação da ciência completa das causas primeiras como herança de ritos de iniciação e escritos órficos
Rejeição do elemento trágico do discurso mítico em favor de demonstrações rigorosas em harmonia com princípios primordiais
Origem da teologia helênica na mistagogia de Aglaofamo e sua transmissão estruturada através da linhagem pitagórica
Unidade das tradições teológicas orientais e ocidentais sob a égide da filosofia divina e práticas cúlticas
Dependência dos filósofos helenos em relação aos sacerdotes egípcios e saberes caldeus para fundamentação das ciências
Função soteriológica da filosofia quando fiel aos padrões teúrgicos perenes e práticas rituais de purificação
Ascensão ao Uno como propósito compartilhado entre filosofia teórica e operação telesiúrgica hierática
Primazia do ato teúrgico e da
hierourgia
sobre o pensamento discursivo e especulação racional humana
Libertação das amarras da geração através do cumprimento ritual de atos inefáveis e mistagogia sagrada
Assimilação do fogo interior ao fogo dos deuses mediante sacrifícios que transmutam a solidez material em sutileza luminosa
Transformação da filosofia em atividade cúltica onde o altar substitui a mera contemplação intelectual passiva
Crítica ao mito ocidental sobre origem da filosofia e reafirmação das estelas de Hermes como fonte primordial
Contestação do dogma racionalista que vincula o nascimento do pensamento ao surgimento da prosa grega em Mileto
Reconhecimento do estudo das estelas herméticas por Platão e Pitágoras como base para estabelecimento de seus sistemas
Troca da vida individual pela atividade divina e contemplação de visões benditas através da filosofia de natureza divina