A Unidade Recuperada de Dionísio
Aperfeiçoamento do deus interior e a transição da vida titânica à completude
Definição de
Damáscio
: o filósofo reto aperfeiçoa o deus em si mesmo (
ton en heauto theon
) através da ascese
Identificação da vida irracional com o modo titânico que despedaça o Dionísio (ou Osíris) interior
Recuperação da unidade perdida como único meio de atingir a verdadeira completude ontológica
Participação da alma no divino através da “comitiva” de sua divindade regente, mantendo o elo com a mônada superior
O paradigma osiriano como eixo da dialética e a fragmentação da Luz
Monismo esotérico órfico: todas as coisas nascem do Uno e a Ele retornam por resolução dialética
Fragmentação da luz do Uno pelo
Nous
para produção das Formas e dos intelectos noéricos
Analogia entre a totalidade do
kosmos noetos
e uma esfera radiante de faces vivas na tradição plotiniana
Heliópolis noética como o lugar da iluminação primordial onde emerge o Lótus da criação
Simbolismo da Pedra Ben-ben e a arquitetura da imortalização
O
Ben-ben
como pedra-túmulo-ovo que emerge do abismo do Uno, encimado pela ave Fênix (
Bennu
)
A pirâmide (
akhet
) como instrumento teúrgico de blasonamento e irradiação para o espírito de luz
“Estrada de pedra” da filosofia egípcia: estabilidade noética e fogo intelectual fixados em inscrições animadas
Função dos
Textos das Pirâmides
na incorporação do rei ao circuito solar através da radiância ritual
Superação da individualidade ilusória e a expansão em direção ao Todo
Transformação da consciência em pura intelição (
noesis
), simplificação (
haplosis
) e união (
henosis
)
Reconhecimento da individualidade da alma como uma “adição de não-ser” e ilusão a ser superada
Dissolução do “homem comum” para que o divino
Nous
se manifeste como única realidade estável
Dionísio como causa simultânea da vida individual (prisão) e da libertação (meta final)
Amun-Ra Inefável e o jogo dialético da autodescoberta divina
Busca pela pureza do Uno transcendente, o Amun oculto que se vela mesmo diante dos deuses
Manifestação do deus inefável nos “milhões de formas”, habitando o coração humano em sua onisciência
Identificação do buscador da Sabedoria com o próprio Deus em Seu processo de autorrevelação e ocultamento
O cosmos como plenitude do tempo (
neheh
) e duração inalterável (
djet
) onde a divindade se desdobra
O Drama Cósmico de Apolo e Dionísio: do espelhamento ao retorno
Projeção do reflexo de Dionísio no espelho da matéria, resultando em sua dispersão pelo universo
Atuação de Apolo como deus purificador e salvador que recolhe os fragmentos de Dionísio para o céu
Movimento da alma da particularidade para a universalidade como mimese da jornada de Osíris
Compreensão de que a jornada não pertence ao indivíduo, mas ao próprio Deus em seu ciclo de redenção