Identificação de paixões naturais como a veneração devota, a adoração e o
horror aprazível como indícios silenciosos de um objeto infinito que preenche e transborda os limites do pensamento humano, assemelhando a alma a um vaso estreito mergulhado na vastidão do oceano divino.
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Proposição de que o que não pode ser capturado pelo enquadramento racional é, todavia, apreendido por meio de uma imersão misteriosa na imensidão, confirmando a existência de algo que, embora incomensurável, impõe sua presença de forma vívida e incontornável sobre a consciência moral e espiritual.
Crítica sistemática à redução nominalista do conceito de infinito a uma mera incapacidade de imaginação ou cansaço mental, denunciando o erro de considerar o termo
infinito como um nome ininteligível destinado apenas a ocultar a admiração rústica ou a ignorância filosófica dos homens.
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Refutação da tese de que todo pensamento é obrigatoriamente finito e limitado a imagens ou phantasms, asseverando que o infinito possui realidade própria e verdade filosófica, não constituindo um caos mental ou um embrião disforme, mas a própria essência de um Ser que exige uma categoria de pensamento transcendente aos limites da representação sensível.