Definição da natureza plástica como uma vida
ectípica e derivada, representando a razão imersa e obscurecida na matéria, que, embora execute planos artificiais para fins determinados, não possui consciência expressa ou autopercepção de seus próprios atos, assemelhando-se ao operário manário subordinado ao arquiteto.
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Manifestação da imperfeição da natureza plástica através de erros e formações monstruosas quando confrontada com a contumácia ou ineptidão da matéria, o que comprova que este agente não é irresistível nem onipotente, mas uma potência ministerial que pode ser frustrada por obstáculos físicos.
Demonstração da incorporeidade essencial do princípio plástico fundamentada na necessidade de uma unidade diretiva que sustente o modelo integral de um organismo, coordenando partes distantes da matéria de forma conspirante e harmônica, capacidade esta vedada à extensão material passiva e fragmentada.
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Identificação da vida plástica como a mais baixa das vidas, sendo inferior à vida sensitiva e racional, funcionando como uma irradiação sombria da alma intelectual que atua fatal e simpaticamente sobre o mundo, servindo como o verdadeiro destino das coisas corpóreas sob a supervisão de uma providência intelectual superior.
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Refutação das distorções hilozoístas e cosmoplásticas que pretendem elevar a natureza plástica ao status de divindade absoluta, denunciando o erro categorial de derivar a consciência racional e a inteligência de uma base irracional e inconsciente, o que inverte a hierarquia ontológica do universo.
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Crítica à pretensão de que a matéria sensível possua sabedoria intrínseca ou que a organização corpórea possa gerar autopercepção, reafirmando que a existência de uma natureza plástica metódica depende essencialmente de uma Mente Arquetípica anterior, da qual é apenas um eco ou sombra imitativa.
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Proposição de uma natureza plástica geral para todo o globo terraqueo, responsável pela organização de vegetais e minerais que transcendem o poder do mecanismo fortuito, estabelecendo que a vida do universo é participada por cada ente particular, assim como o calor de um corpo deriva do calor do sistema que o circunda.
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Conclusão sobre a dignidade da vida racional humana como superior à vida plástica, visto que o homem é senhor de sua sabedoria e age por eleição consciente, enquanto a natureza opera meramente como serva e executora drástica de leis transcendentes das quais não é mestre nem conhecedora.