Defesa da hierarquia ontológica do ser e da incorporeidade essencial de toda vida, asseverando que a matéria, definida por sua extensão antípoda e passividade, é radicalmente incapaz de autodeterminação, movimento original ou organização artificial sem a presença de um princípio vital superior.
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Inversão da lógica materialista que pretende derivar a consciência racional de estratos inferiores e inconscientes da matéria, sustentando que a vida plástica é a última e mais baixa das vidas, sendo uma irradiação derivada de uma Mente Arquetípica anterior e transcendente, na qual todas as mentes criadas participam como ecos e assinaturas de um único selo original.
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Interpretação do universo como poema verossímil e drama cósmico cujas aparentes confusões e injustiças temporais encontram resolução na totalidade da trama providencial, onde a distribuição de destinos e a retribuição moral são medidas em proporção geométrica através de ciclos que transcendem a observação fragmentária do tempo presente.
Validação da realidade das verdades eternas e essências imutáveis, como os teoremas geométricos e os princípios da justiça natural, que permanecem independentes de pensamentos humanos ou da existência de objetos materiais, residindo eternamente em uma Inteligência Onipotente que compreende em si todas as possibilidades do ser.
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Afirmação de que a ordem e a regularidade constantes no mundo orgânico e inanimado constituem o maior dos fenômenos metafísicos, cuja única explicação inteligível reside na causalidade mental e na existência de uma Mente Sênior ao mundo, que prefigura a harmonia universal e a mútua conspiração de todas as partes em direção à beleza e à suficiência do todo.