Agostinho Leitor
Papel fundamental das palavras e imagens na mediação das percepções da realidade
Tentativa de situar investigações sobre transferências de significado em um programa de estudos das Escrituras.
União de percepções filosóficas, psicológicas e literárias para criar a primeira teoria desenvolvida da leitura no Ocidente.
Foco em representações mentais, memória, emoção, cognição e ética da interpretação.
Leitura como guia ambivalente para a autoanálise e conhecimento do eu
Contraste entre a certeza interior da existência do eu e a incerteza das informações adquiridas por narrativas.
Limitação do conhecimento adquirido pela leitura às percepções sensoriais, presas ao tempo, lugar e circunstâncias.
Possibilidade de alcançar uma compreensão superior através de textos autoritativos, como a Bíblia.
Ato de ler como um passo crítico em uma ascensão mental e rito de iniciação do mundo exterior para o interior.
Transformação da leitura em meditação e contemplação
Processo de
Lectio
que se torna
Meditatio
quando o texto é contemplado.
Retorno das palavras ao silêncio na mente do sujeito, unindo o “Muitos” no “Um” através do pensamento reflexivo.
Concentração da atenção que substitui o fluxo normal do tempo por uma consciência de um presente extenso.
Necessidade de abandonar concepções linguísticas e literárias de identidade para atingir a permanência.
Originalidade e influência de Agostinho no pensamento ocidental
Primeiro enunciado sintético sobre leitura, interioridade e transcendência, superando predecessores antigos.
Teoria consistente com uma prática autoral fundamentada na presença de um “Eu” que fala e lê.
Diferenciação de
Plotino
ao acentuar a distinção entre sujeito e objeto através da exegese linha a linha.
Influência em pensadores medievais e modernos, de Duns Scotus e Ramon Lull a Pascal e Rousseau.
Evolução das ideias e a busca pela sabedoria nas Escrituras
Substituição do raciocínio verbal comum ao maniqueísmo por uma busca interior baseada na autoridade bíblica.
Resolução de questões da filosofia da mente através da noção de um leitor autoconsciente.
Reconhecimento final de que valores atemporais, como verdade e vida eterna, não pertencem integralmente ao mundo do leitor.
Foco no “movimento próprio do discurso e do pensamento” de Agostinho, utilizando o livro como unidade de pensamento.
De Agostinho ao Hermetismo
Memória, Vontade e a Ascese na Leitura Agostiniana
A Teoria da Leitura e a Reedição do "Eu" em Santo Agostinho