Culminação da exortação teológica, que eleva à contemplação do princípio único e divino.
O mais sábio é aquele capaz de reduzir todos os gêneros a um único e mesmo princípio e, em seguida, recolhê-los e contá-los (connumerar) a partir dele.
Essa ciência proporciona um belo lugar de observação (skopos), a partir do qual se pode contemplar a divindade e todas as coisas coordenadas e sucessivas a ela, subsistindo separadas ou distintas umas das outras.
Aquele que percorre esta ampla estrada, impelido corretamente pelo intelecto, chega ao fim do curso e conjuga os começos com os fins, conhecendo que Deus é o princípio, meio e fim de todas as coisas realizadas conforme a justiça e a reta razão.
O fim da exortação teológica não reside em muitos princípios, mas na análise de todos os gêneros a partir de um único princípio e na divisão numérica a partir dele, contemplando progressivamente o múltiplo e distante, para então reconduzir a multiplicidade à unidade através da proporção numérica.
A sabedoria deseja a verdade e conduz a tal conhecimento do Uno todos os verdadeiros conhecedores da ciência teórica, sendo este o ápice de toda contemplação.
O bem ainda mais excelente é aquele a partir do qual, como de uma torre de vigia, podemos contemplar a divindade e tudo o que está coordenado com ela.
A ciência que permite vislumbrar a divindade pura, encontrar a estrada ampla que a ela conduz e conjugar os fins aos começos é a que deve ser ardentemente buscada, pois nela reside a vida e felicidade perfeitas, que percebem a unidade inseparável do princípio, meio e fim – natureza própria da causa divina.