Divisões pitagóricas da exortação, que incitam ao estudo da filosofia através de demonstrações científicas e deduções lógicas, partindo da premissa de que todos os homens desejam ser felizes.
A felicidade depende da posse de bens, que se dividem em corporais (simetria, proporção, força), externos (nobreza, poder, honras) e psíquicos (castidade, justiça, coragem, e sobretudo sabedoria ou insight).
A mera posse de bens não garante a felicidade; é necessário usá-los, e usá-los corretamente, sendo a ciência (episteme) que ensina o uso correto e descobre a reta razão da ação.
Sem prudência e sabedoria, os outros bens são inúteis ou até nocivos, pois o poder que conferem pode servir a um líder maligno (a ignorância).
Conclusão: somente a sabedoria é boa por si mesma, e a ignorância é má. Portanto, para ser feliz, é necessário filosofar, isto é, desejar e adquirir a ciência que une a produção, o produto e o uso correto do bem.