Corpo = Ignorância

Podemos relacionar essas linhas com a seguinte passagem de Olimpiodoro: “O corpo é da mesma essência que a ignorância: pois o conhecimento une, e o corpo é apenas divisão. A inteligência é o conhecimento por excelência, porque a inteligência é essencialmente indivisível. Entre esses dois extremos, a sensibilidade é o grau mais obscuro do conhecimento, uma vez que se exerce apenas por meio do que é ignorante por natureza. A razão é mais luminosa e conhece a si mesma, porque é mais indivisível. A imaginação ocupa, de certa forma, o meio-termo; é a inteligência submetida à paixão e à divisão. (Comentário sobre o Fedro, em Fragmentos da Filosofia Antiga, de M. Cousin, p. 431.)