Para o Alto

Quanto mais ela [alma] se apressa em subir, mais esquece as coisas daqui abaixo, a menos que toda a sua vida na Terra seja tal que, ao se lembrar dela, ela só tenha que se lembrar de coisas excelentes. Pois, aqui abaixo também, é bom livrar-se das preocupações dos homens. Portanto, é necessário também livrar-se da lembrança dessas preocupações. É por isso que, ao dizer que “a alma boa é esquecida”, estaríamos certos, em certo sentido. É que a alma foge da multiplicidade das coisas e reúne toda essa multiplicidade em uma única coisa: ela abandona o indeterminado. Assim, ela não se sobrecarrega com muitas coisas: mas é leve, é apenas ela mesma. Aqui também, se ela quer estar “lá”, enquanto ainda permanece “aqui”, ela abandona todas as outras coisas. (IV 3,32, 13)