A virtude é, moral e politicamente, a primeira necessidade de um povo e a causa mesma de sua prosperidade, sendo indispensável a quem deseja conduzir os negócios públicos.
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Ninguém pode ensinar o povo a ser virtuoso sem o ser ele próprio.
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O governante deve fixar o espírito naquela parte de si mesmo que reflete a sabedoria e a justiça divinas, pois é pelo esforço supremo de sua natureza livre que se aproxima da essência do Deus nele refletido.
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Longe dessa luz, o governante só pode caminhar às cegas e perder aqueles que o seguem.
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Vicioso e servil, o homem só é capaz de obedecer, como o corpo serve à alma; a virtude, livre como a própria alma e justa como Deus de quem emana, é a única capaz de criar verdadeiros homens de Estado e promover a felicidade do povo.