A representação de Sócrates no
Alcibíades Primeiro resgata a persona delineada na
Apologia de um sujeito que professa o desconhecimento absoluto com o intuito de detectar a presunção de saber em seus interlocutores, estabelecendo com o jovem uma relação de amante e amado que, embora presente no
Banquete e no
Protágoras, aqui se inverte ao apresentar o filósofo como aquele que aguarda friamente as investidas de um aspirante à vida pública, ao passo que na obra anterior a dinâmica de interesse e recepção entre ambos os personagens manifestava-se de modo distinto.