O discurso de Agathon, imbuído de elegância poética e recursos retóricos que lembram a sofística de
Gorgias, descreve Eros como o mais feliz, belo e jovem dos deuses, dotado de uma natureza sutil que lhe permite habitar apenas o que é delicado e gracioso na alma humana. Através de uma pintura idealizada, o amor é apresentado como o mestre de todas as artes e o fundamento de todas as virtudes, como a justiça, a temperança, a força e a sabedoria, atuando como o princípio que governa a criação dos deuses e a harmonia entre os mortais, embora tal descrição seja posteriormente questionada quanto à sua veracidade filosófica por priorizar a estética em detrimento da essência.