O tumulto dos sentidos, dos prazeres, das dores, dos medos e das sensações não pode destruir a alma, mas os homens dominados por tais almas tornam-se cada vez mais semelhantes ao que são: asnos, lobos, falcões, milanos, abelhas, vespas ou formigas.
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Trata-se menos de reencarnações do que das únicas categorias antropológicas em
Platão.
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Empregar a vida em empanturrar-se, matar ou conformar-se sem compreender é aparentar-se a uma espécie animal que nem é preciso tornar-se, pois já se é.
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Para a alma purificada, “não há perigo de que possa temer… ser dispersada ao deixar o corpo” (84b).
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A alma que não teme ser dispersada não tem razão de temê-lo: ela só pode se perverter e se esquecer do que lhe é mais próprio, não se destruir.
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Para escapar a esse esquecimento, ela deve se separar do corpo tanto quanto possível, e é a isso que se dedica a filosofia, desejo de aprender que possui em alguns uma força superior à dos apetites.