A datação do diálogo é incerta, mas a maturidade do pensamento, o estilo e a conexão com o “
Banquete” e a “
República” sugerem uma fase intermediária e madura da obra de
Platão, não um trabalho da juventude.
-
Argumentos baseados nas idades de Lísias e Isócrates são considerados frágeis, pois
Platão frequentemente utiliza personagens históricos com liberdade, não se prendendo à precisão cronológica.
-
A presença de elementos como a divisão tripartida da alma, a doutrina da transmigração, a noção cosmológica da alma como princípio de movimento e o tratamento da filosofia como loucura divina apontam para um período próximo ao da “
República”.
-
A visão de Sócrates no “
Fedro” é predominantemente a visão platônica, e não a do Sócrates histórico, indicando que o diálogo foi escrito após sua morte, em um período em que
Platão já havia desenvolvido suas próprias doutrinas.
A crítica de
Platão aos retóricos no “
Fedro” reflete uma preocupação mais ampla com o declínio da literatura e da cultura grega, antevendo a substituição da criatividade pela erudição e pela técnica.