Benjamin Jowett

Veja também: Coletânea de excertos da obra completa de Platão, na tradução de Jowett, indexados por termos relevantes

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O Ion é o mais curto, ou quase o mais curto, de todos os escritos que levam o nome de Platão, e não é autenticado por nenhum testemunho externo antigo; a graça e a beleza da pequena obra constituem a única, e talvez suficiente, prova de sua genuinidade.

Ion, o rapsodo, acaba de chegar a Atenas depois de se apresentar em Epidauro no festival de Asclépio e pretende se apresentar no festival das Panateneias.

A solução de Sócrates para a contradição apontada é que o rapsodo não é guiado por regras de arte, mas é uma pessoa inspirada que deriva um poder misterioso do poeta, assim como o poeta é inspirado pelo deus.

Ion declara estar fora de si durante as apresentações, com os olhos a lacrimejar e os cabelos eriçados, e afirma poder interpretar qualquer coisa em Homero.

Os elementos de uma verdadeira teoria da poesia estão contidos na noção de que o poeta é inspirado.

O rapsodo pertence ao reino da imitação e da opinião, e sua relação com o saber lembra a do sofista.

A velha querela entre filosofia e poesia, que na República conduz à separação final entre elas, já está presente na mente de Platão e é corporificada no contraste entre Sócrates e Ion.