Natureza Humana (Schofield & Griffith)

PLATON; SCHOFIELD, Malcolm; GRIFFITH, Tom. Plato laws. Cambridge New York: Cambridge university press, 2016.

No final do livro 1, o Ateniense articula sua concepção de psicologia humana na imagem dos marionetes: somos criaturas em fios rígidos de prazeres, dores, iras e desejos, com apenas um fio diferente, o dourado e mais flexível do pensamento ou do cálculo, sagrado por sua afinidade com a razão divina, que precisa da ajuda da lei e da educação para se fazer ouvir.

O processo deve começar na infância mais precoce, com a habituação ao prazer e à dor, “a primeira percepção infantil” (2.653a).

O Ateniense argumenta para essa proposta a partir da observação do comportamento das crianças, que, como outros animais jovens, tomam prazer sobretudo na atividade constante de voz e membros, tipicamente caótica.

As Leis insistem, porém, que não somos deuses, e embora a dança coral seja vista como uma realização comunitária da mais alta importância, a capacidade humana de comunidade verdadeira é limitada.