A dialética entre Socrates, Meno e Anytus expõe a necessidade de um conhecimento que transcenda a mera técnica (techne) e a opinião herdada.
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O diálogo sugere que se a virtude for conhecimento, trata-se de um saber de ordem distinta daquele possuído por artesãos como o sapateiro.
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A mediação entre o todo (defendido por Anytus) e as partes (colecionadas por Meno) só é possível através da recordação de uma verdade que a alma já habita.
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A paralisia da investigação em Meno e o dogmatismo em Anytus servem como obstáculos que a anamnesis visa superar ao reintegrar o saber na interioridade do sujeito.