Estrutura-resumo baseada no livro “Introduction à la “République” de Platon” de Julia Annas
“The Republic,” from The Works of Plato, viz. His Fifty-Five Dialogues, and Twelve Epistles. First Edition, 1804
Prologue
(1) I.1 327a–328b Descent to the Piraeus
(2) I.2–I.5 328b–331d Cephalus. Justice of the Older Generation
(3) I.6–1.9 331e–336a Polemarchus. Justice of the Middle Generation
(4) I.10–I.24 336b–354c Thrasymachus. Justice of the Sophist
Introduction
(1) II.1–II.10 357a–369b The Question: Is Justice better than Injustice?
Part I: Genesis and Order of the Polis
(1) II.11–II.16 369b–376e Genesis of the Polis
(2) II.16–III.18 376e–412b Education of the Guardians
(3) III.19–IV.5 412b–427c Constitution of the Polis
(4) IV.6–IV.19 427c–445e Justice in the Polis
Part II: Embodiment of the Idea
(1) V.1–V.16 449a–471c Somatic Unit of Polis and Hellenes
(2) V.17–VI.14 471c–502c Rule of the Philosophers
(3) VI.19–VII.5 502c–521c The Idea of the Agathon
(4) VII.6–VII.18 521c–541b Education of the Philosophers
Part III: Decline of the Polis
(1) VIII.1–VIII.5 543a–550c Timocracy
(2) VIII.6–VIII.9 550c–555b Oligarchy
(3) VIII.10–VIII.13 555b–562a Democracy
(4) VIII.14–IX.3 562a–576b Tyranny
Conclusion
(1) IX.4–IX.13 576b–592b Answer: Justice is Better than Injustice.
Epilogue
(1) X.1–X.8 595a–608b Rejection of Mimetic Art
(2) X.9–X.11 608c–612a Immortality of the Soul
(3) X.12 612a–613e Rewards of Justice in Life
(4) X.13–X.16 613e–621d Judgment of the Dead
PLATON. La République. Tradução e apresentação de Georges Leroux. Paris: Flammarion, 2016.
| I. Introdução. As concepções tradicionais e sofísticas da justiça | Livro I |
| II. A definição de justiça | Livros II-IV |
| III. As condições para a realização da cidade justa | Livros V-VII |
| IV. A injustiça na cidade e no indivíduo | Livros VIII-IX |
| V. As recompensas da justiça. Mito final | Livro X |
No entanto, será possível compreender melhor a estrutura geral da República se, deixando de lado provisoriamente uma leitura linear, imaginarmos a obra como uma série de oito encaixes mutuamente inclusivos, cujo centro é formado pelo grande texto da dialética sobre a justiça (IV, 427e-445e), onde culmina toda a investigação. Essa sequência de partes que se respondem em pares revela uma estrutura na qual se reflete claramente a rigorosa dependência entre o político e o metafísico. A justiça se perdeu na turbulência da história e na decadência dos regimes políticos, tanto quanto na corrupção das almas individuais, e a filosofia vai se recentrar nela para recapturar sua essência. O esquema a seguir resume a estrutura que expõe a progressão do argumento central do diálogo em direção à essência da justiça e suas consequências sobre a análise da história e sobre a felicidade do justo. Essa estrutura mostra a simetria entre o início e o fim da obra, bem como o rigor do percurso dialético em direção ao cerne da obra, a justiça da alma.
I MITO E ESCATOLOGIA
1. I, 327a-331d As concepções tradicionais da justiça
2. X, 608c-621d Escatologia e mito da retribuição
II POESIA E FILOSOFIA
1. I, 331e-336a A poesia e a justiça
2. X, 595a-608d Banimento da poesia
III VANTAGEM E FELICIDADE
1. I, 336b-354c A tese de Trasímaco: crítica à concepção sofística da justiça
2. IX, 576c-592b A felicidade do justo: refutação de Trasímaco
IV GÊNESE E DECLÍNIO DAS CIDADES
1. II, 367e-376c Método psicopolítico e poleogonia
2. VIII, 543a-IX, 576b Declínio cíclico dos regimes políticos
V MÚSICA E CIÊNCIAS
1. II, 376c-III, 412c Mitologia, música e ginástica: a educação inicial dos guardiões
2. VI-VII, 502a-541b Ciências e dialética: a educação perfeita dos reis-filósofos
VI A ESCOLHA DOS GUARDIÕES
1. III, 412c-414c As qualidades dos guardiões
2. V-VI, 471d-502c O filósofo nato
VII GUERRA E PAZ
1. III, 414b-IV, 423d Mandatos dos guardiões
2. V, 461e-471c A comunidade dos guardiões
VIII MULHERES E CRIANÇAS
1. IV, 425e-427c Regras diversas da comunidade
2. V, 449a-461d A comunidade das mulheres
A JUSTIÇA
IV, 427e-445e Dialética da justiça
Esboço da República