Néstor Luis Cordero

GREDOS. Diálogos de Platón.

Estrutura

216a-218b. Apresentação feita por Teodoro, o Estrangeiro de Eleia, e acordo sobre o tema da discussão: a definição do sofista. O Estrangeiro propõe seguir o método interrogativo outrora praticado por Parmênides. Escolha de Teeteto como interlocutor.

218b-221c. Conveniência de exercitar o método em um modelo reduzido: o pescador com vara. Aplicação —sem definição prévia— do método da divisão e obtenção da definição do pescador com vara.

221c-232a. Aplicação do mesmo método para definir o sofista. Obtenção das seis primeiras definições:

1) caçador, por salário, de jovens abastados (222a-223b);

2) mercador do conhecimento da alma (223b-224d);

3) comerciante varejista de conhecimento (224d);

4) fabricante ou produtor e comerciante de conhecimentos (224e);

5) polemista profissional (225a-226a);

6) «refutador» e purificador da alma (226a-231c). Recapitulação das seis definições.

232a-237b. Novo aprofundamento da definição a partir da noção de «contraditório». Relação entre «contraditório» e «imitador»: esboço de uma sétima definição (o sofista, mago e ilusionista). O problema do status da imitação e da imagem. A imagem implica a existência do não-ser, o que viola os axiomas clássicos estabelecidos por Parmênides.

237b-239c. Questionamento dos axiomas de Parmênides. Tentativas de demonstrar que o não-ser existe e consequentes fracassos. Impossibilidade de definir o sofista como criador de imagens.

239c-249d. Nova abordagem do status da imagem. «Coexistência» do ser e do não-ser na imagem: refutação da tese de Parmênides. Breve revisão das teorias anteriores sobre o ser: pluralistas e monistas; materialistas e idealistas.

249d-259d. Nova definição do ser: a comunhão dos gêneros. Definição da dialética como ciência do conhecimento das relações mútuas entre as Formas. Definição do não-ser como «o diferente». «Existência» do não-ser e nova refutação da tese de Parmênides. Esclarecimento de que o não-ser não é o contrário do ser.

259d-268d. Relação entre o não-ser e a falsidade no discurso e no juízo. O juízo falso diz algo “diferente” do que é. Continuação da sétima definição do sofista: o sofista é um mago que produz ilusões e fantasias.