Os seres nascem uns dos outros e sua oposição é apenas um modo de ligação.
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Não há oposição senão na medida em que dois seres, idênticos em seu fundo, nascem um do outro, e, longe de cavar um fosso entre os seres, é a própria oposição que os reúne.
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A filosofia heraclítica da identidade é também uma filosofia da relação.
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O movimento exige, constitui e revela a identidade fundamental de tudo na medida mesma em que se cessa de pensá-lo no nível das aparências sensíveis.
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Uma vez conhecida e afirmada esta identidade, dois seres sem laços entre si cessam de ser pensáveis, não podem mais fazer parte de um mesmo mundo, e a própria exclusão é uma relação que implica a identidade, apesar e pela oposição.
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É dessa maneira que a filosofia do idêntico se faz filosofia do dinamismo.
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Um ciclo ininterrupto de nascimentos e mortes se persegue no universo; o que importa não são os termos (vida ou morte, sono ou vigília, juventude ou velhice), mas a força que faz passar de um ao outro, a força que faz girar o ciclo onde se trocam os opostos.
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Citação do fragmento 36: Para as almas, morrer é se transformar em água, para a água, morrer é se tornar terra. E da terra vem a água, e da água vem a alma.