Genealogia

Conceito de furor posesivo possui raízes na mais remota Antiguidade, identificando estados nos quais humanos são possuídos por divindade e entram em transe. Estudos antropológicos demonstram que, em culturas primitivas, rituais visavam encarnação do espaço divino no corpo do oficiante, cuja vontade ficava à disposição do deus. Na Grécia arcaica, estados de furor ocorriam durante celebrações anuais em honra a Dionísio.

Distinção entre dois tipos fundamentais de furor na cultura grega antiga.

Furor Báquico.

Furor das Musas.

Diferenças fundamentais entre os dois furores.

Aporte platônico ao conceito de furor poético consistiu em invenção de um novo furor, através de síntese.

Paradoxo da visão platônica sobre trabalho artístico.

Estratégia retórica de Platão: elogio que desqualifica.

Consequência política e moral na cidade ideal.

Condição trágica do poeta enfurecido na visão platônica.

Trajetória do conceito de furor divino entre Platão e Ficino. Aporte platônico ao conceito de furor poético teve escassa repercussão antes do Renascimento. Desde transformação da cultura clássica pelo cristianismo e artes dos bárbaros, grandes poetas e tratadistas se consideravam ajudados pelas Musas, nunca possuídos em sentido estrito.

Atitude dos Padres da Igreja frente à inspiração artística.

Percurso do conceito durante Idade Média e sua reabilitação.

Furor divino nas artes plásticas: um conceito tardio e marginal.