Argumentação acerca da supremacia da bondade fundamentada na apetecibilidade universal de todos os seres, estabelecendo que nada pode exceder o bem, dado que qualquer critério de
superioridade ou suprassunção é, por definição, um atributo desejável e, portanto, intrinsecamente pertencente ao domínio do bom.
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Análise da contradição lógica envolvida na postulação de uma causa primeira que não fosse o próprio bem, o que levaria ao absurdo metafísico de os efeitos não desejarem sua causa conservadora, ou de a própria bondade ser compelida a buscar um princípio que lhe seria estranho, ignorando que toda a razão de desejar e amar está contida na natureza do bem.
Síntese conclusiva sobre a natureza de Deus como o princípio uno, verdadeiro e bom, em conformidade com a tradição platônica, afirmando que esta tríade não apenas governa a ordem das coisas, mas constitui o ponto de convergência de todos os apetites e a fonte de toda a perfeição e potência do universo.