Argumentação platônica baseada na unidade suprema como fundamento da ordem universal, estabelecendo que toda multiplicidade de indivíduos e espécies deve ser reconduzida a uma unidade particular e, sucessivamente, a um
chefe único das espécies, tal como a harmonia de um exército depende da orientação de todos os seus membros em direção a um único comandante.
-
Dedução da natureza de Deus como ordenador único a partir da constância e regularidade observadas no cosmos, refutando a tese do acaso e afirmando que a coordenação de naturezas distintas em um corpo universal coeso só pode emanar de um princípio intelectual uno que dirige todas as partes para um fim comum.
Exclusividade da verdade e da bondade suprassensíveis, sob a premissa de que a existência de duas verdades ou bondades supremas geraria uma lacuna de perfeição em cada uma delas, pois o que estaria presente em uma faltaria na outra, descaracterizando o conceito de plenitude e suprema excelência inerente à divindade.
Inconsistência lógica na atribuição do poder criativo a múltiplos agentes divinos, ponderando que a capacidade de criar o mesmo universo por dois deuses resultaria em potências inúteis ou supérfluas, enquanto a divisão da criação em metades exigiria um princípio superior que garantisse a convergência das partes para uma finalidade única e harmônica.
Desconstrução do dualismo gnóstico e maniqueísta mediante a definição do mal como privação ontológica, argumentando que um suposto princípio soberano do mal, ao ser privado de todo bem, estaria simultaneamente desprovido de ser, vida, conhecimento e operação, tornando sua existência metafisicamente impossível diante da positividade do ato de existir.