Validação platônica da causalidade vital sobre o influxo acidental, sustentando que a influência celeste, por ser um acidente, não possui potência para gerar substância viva sem a mediação de uma
alma elemental próxima que organize a matéria de forma interna.
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Necessidade de uma substância agente incorpórea que penetre a matéria, visto que corpos externos apenas tocam a superfície, enquanto a formação de uma substância perfeita exige uma presença espiritual que opere a partir do centro do ente.
Distinção metafísica entre o
artifício humano e o
artifício natural, definindo a natureza como uma sabedoria divina imanente que informa a matéria de dentro para fora, superando em eficácia qualquer técnica externa ou deliberação racional consciente.
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Analogia entre a inteligência do geômetra e a natureza, onde a segunda, agindo como um artífice residente no interior da madeira, dispensa instrumentos externos para projetar formas ideais e razões vivas na extensão material.
Identificação de sementes espirituais e vivificantes disseminadas na água e na terra, responsáveis pela manifestação de formas substanciais e pela transmutação de qualidades elementares em virtudes medicinais e mágicas extraordinárias.
Refutação do monismo panteísta e do materialismo dinâmico, asseverando que a vida infundida no universo não é o Deus supremo, mas uma emanação que, embora divina, permanece vinculada à mutabilidade e ao tempo através de sua união com as esferas.
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Argumentação sobre a impossibilidade de Deus ser a forma da matéria, dado que a perfeição divina é ato puro e indivisível, enquanto a vida esferoidal é participante de potências e sujeita a uma ordenação superior de estabilidade.
Dedução da alma como motor primordial do céu, fundamentada na constatação de que o movimento circular perpétuo, uniforme e gerador de contrários não pode emanar de qualidades físicas inertes ou da estabilidade absoluta do anjo.
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Postulação da alma racional como mobile per se, única substância capaz de harmonizar a imobilidade intelectual com a mobilidade corpórea, infundindo no universo uma força motriz onipresente que garante a reversão cíclica do tempo sobre si mesmo.
Sistematização pitagórica da multiplicidade anímica através do número doze, vinculando as doze almas principais do Zodíaco às doze potências da vida humana e à estrutura dodecaédrica do cosmos material.