Apresentação

Civilização europeia, após dois milênios de elaboração intelectual, volta-se para ingenuidade viva dos místicos em busca de frescor da alma. Cansaço com cálculo especulativo frio gera desejo de “tocar Deus”, com abordagem por vezes direta e tumultuada, que alarmaria os mais puros. Despertar do sagrado em corações longamente adormecidos provoca quimeras.

Nostalgia da infância espiritual após maioridade civilizacional racional.

Paradoxo da era contemporânea: incrédula, mas sedenta de intensidade.

Trajetória desde as renúncias do espírito até as paixões mais loucas da alma.

Desapontamento com metafísica finalista e consequente vazio espiritual.

Interrogação sobre capacidade da vaga moda mística de restaurar plenitude.

Eloquência do silêncio místico e potência da escuta.

Demanda por uma ciência mística como claro-escuro para luta espiritual.

Características estilísticas do Commento e da Oratio como expressão de êxtase.