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Ciclo do Fogo
Abel Jeannière
Um ciclo no qual dois movimentos são necessários e se completam é descrito, sendo comparados por Heráclito a duas estradas: uma estrada para baixo e uma estrada para o alto.
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Citação do fragmento 60: A estrada para o alto e para baixo é uma e a mesma.
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Na estrada de baixo, uma parte do fogo se espessa e se transforma em mar, uma parte do mar faz de sua morte nascer a terra.
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Na outra estrada, sobem da terra e do mar as vaporações que, tornando-se nuvens, se incendiarão e retornarão ao fogo.
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Se essas nuvens incendiadas, de onde sai o relâmpago, vierem a se extinguir, é a tromba d'água, novamente o fogo retorna ao mar e o ciclo recomeça.
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As duas estradas formam um círculo: a estrada reta e curva é uma e a mesma; na circunferência de um círculo, o começo e o fim se confundem.
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As trocas parciais se fazem no interior do ciclo total do fogo, que é a própria alternância onde o cosmos inteiro desaparece no incêndio geral para renascer e se formar novamente a partir do fogo.
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Citação de Simplício: Heráclito afirma que, segundo certas alternâncias, o universo se incendeia e morre, nasce e se forma pelo fogo.
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Os termos desse ciclo se chamam indigência e saciedade: indigência é a formação do mundo, saciedade é a conflagração universal.
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