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FORMA É INSUFICIENTE PARA PERCEPÇÃO SENSORIAL (TEOFRASTO)

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Mas nem mesmo isso (a forma, eidos) é suficiente para a percepção sensorial. Pois a forma que foi aperfeiçoada em torno do órgão sensorial na realidade não é cognitiva (gnostikon), na medida em que está dividida em torno dos corpos e não se reverte para uma coisa indivisível. Mas existe algum conceito (logos) dos objetos dos sentidos pré-concebido (proeilemmenos) na alma, que (conceito) vive por si mesmo e não é apenas do composto (do corpo e da alma); portanto, é ativo de forma indivisível e existe como uma potência dos indivíduos (mas não da maneira que uma forma particular passa a existir neles), e é um conceito cognitivo (gnoristikos) dos objetos dos sentidos, subsistindo na alma, mas não estabelecido no corpo, uma coisa, de fato, mas não como coisas individuais, mas tendo o uno compreendendo os muitos e ajustando-o a cada um deles; pois com o conceito único de branco, a alma percebe (aisthanesthai) todos os brancos particulares. É necessário, portanto, que um conceito desse tipo tenha sido projetado (proballesthai) para que haja percepção; e ele é projetado como algo semelhante, (ou seja) a forma vital (apropriada), sendo despertado e adaptado a essa semelhança da forma externa, e sendo ativo junto com ela; pois o que julga (krinein) é o conceito, e a síntese conectada com a alma sensível, e a reunião no indivisível na hipóstase separada dos corpos. Assim, então, a alma tem a forma do objeto percebido pela projeção de seu conceito, mas não como recebendo dele (do objeto) alguma forma ou impressão como de um selo.

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